Impressão 3D

Aplicabilidade na educação e na prática clínica

Impressoras 3D de todas as categorias, desde as domésticas às profissionais, podem transportar as estruturas anatômicas do Homem Virtual do meio digital para o real. O nível de detalhamento da estrutura dependerá da qualidade da impressão. Faculdades e demais instituições de ensino já utilizam as peças morfofuncionais como apoio ao aprendizado. Já profissionais da saúde usam estruturas sob medida para produção de próteses, apoio ao diagnóstico e planejamento cirúrgico.

Aprendizado vivencial com órgãos em 3D

A impressão 3D abre as portas para novas estratégias de ensino. Faculdades de Medicina, Odontologia e Enfermagem, por meio da implantação de Laboratórios Interativos Conectados (Inovalabs), já incorporaram as peças morfofuncionais ao dia a dia de seus estudantes.
Dentre as vantagens dos órgão em 3D, estão:

  • Mobilidade: o aluno não precisa ir ao laboratório para analisar a peça, como ocorre com corpos de verdade
  • Didática: as estruturas com qualidade Homem Virtual são altamente detalhadas e realísticas. Há a possibilidade de ampliar o órgão, fazer recortes específicos e ter acesso a órgãos que apresentem situação de doença
  • Produção e durabilidade: as peças podem ser impressas em diversos tipos de impressora 3D e, por ser de plástico ou resina, possui alta durabilidade

Vale ressaltar que o intuito não é que os órgãos 3D substituam os reais. O objetivo é que eles complementem o ensino e contribuam para o surgimento de novas abordagens didáticas.
Não apenas os graduandos e pós-graduandos podem se beneficiar das estruturas 3D. A possibilidade de customização das peças anatômicas permite que as mesmas possam ser aplicadas em todos os níveis de aprendizado, inclusive para alunos de ensino médio e fundamental.

A impressora reproduz a peça anatômica. Pode ser uma parte do corpo, órgão com lesão, olho com vários recortes, o feto, aparelhos reprodutores, qualquer parte do corpo. O aluno entra em um cenário de um novo eixo de aprendizado, sai do papel para uma peça real que pode ser usada ao longo do ano, torna-se um acervo material.

Cleinaldo de Almeida Costa, reitor da UEA, para a revista Exame

Solução em 3D

Disciplinas, como a Topografia Estrutura Humana, usam impressão 3D como ferramenta que complementa o ensino teórico e prático. O tempo de lomoção, a alta exigência de preparo e conservação das peças humanas, além dos riscos da exposição dos alunos aos conservantes químicos são algumas razões da pouca frequência deles aos laboratórios de anatomia. A impressão 3D permite que eles possam visualizar sintopias, ampliar a estrutura, manusear a peça com segurança e levá-la para estudar em casa.
+ Depoimento de aluna da FMUSP sobre peças 3D

Nova linha de ensino

Projeto firmado em 2014 já beneficia mais de 2 mil estudantes das faculdades de Medicina, Odontologia e Enfermagem da UEA. Eles têm acesso a órgãos 3D saudáveis, com doença e com alto nível detalhes. Os alunos destacam a possibilidade de ampliação da estrutura anatômica estudada, a facilidade do manuseio e transporte e baixa necessidade de manutenção das peças como as grandes vantagens. “É uma grande contribuição para o estudo de anatomia”, André Gomes, para Exame.com.
+ Reportagem na íntegra

Como montar um Laboratório Interativo Conectado

Contato

(A) Estrutura craniana com falha óssea modelada a partir de tomografia e ressonância magnética

(B) Modelagem da prótese, em vermelho

(C) Caixa de moldagem impressa em 3D

Laboratório de Prototipagem e Modelagem 3D

Próteses sob medida, apoio ao diagnóstico e ao planejamento cirúrgico

A partir de exames por imagem, como tomografia, ressonância magnética e ultrassom 3D é possível reconstruir e modelar em três dimensões estruturas anatômicas personalizadas com o padrão de qualidade Homem Virtual. A modelagem customizada e impressão 3D têm aplicação na prática médica nos seguintes aspectos:

Próteses sob medida
Os designers especializados em anatomia reconstroem a parte do corpo do paciente em que será aplicada a prótese. Depois, fazem a modelagem da prótese e imprimem a caixa de moldagem. No momento cirúrgico, essa caixa é preenchida com polimetilmetacrilato, material regulamentado pela ANVISA, e a prótese sob medida está criada. Essa sistemática de trabalho aumenta a precisão do molde, agiliza a fabricação das próteses, diminui o tempo cirúrgico e o custo da produção.

Apoio ao diagnóstico
A modelagem e impressão 3D sob medida facilita a análise espacial e as correlações entre as estruturas anatômicas. Também é um modo de documentar casos clínicos complexos.

Apoio ao planejamento cirúrgico
A modelagem feita a partir dos exames por imagem do paciente são personalizadas. Sua impressão 3D possui nível suficiente de detalhamento para planejar cirurgias complexas ou minimamente invasivas. Em cirurgias minimamente invasivas, também é possível produzir guias de orientação cirúrgica específicas.

Case de sucesso

Impressão 3D usada em cranioplastia

Trabalho conjunto: Disciplina de Neurocirurgia do Departamento de Neurologia, Disciplina de Técnica Cirúrgica da Cirurgia Experimental e Disciplina de Telemedicina do Departamento de Patologia, da Faculdade de Medicina da USP

Sistemática: a partir das imagens de tomografia e ressonância magnética, foi feita a reconstrução da estrutura craniana do paciente com a falha óssea. Em seguida, a prótese foi modelada e a caixa de moldagem foi impressa. Nessa caixa, foi colocado polimetilmetacrilato. Essas próteses foram implantadas com sucesso em cirurgia para correção de falha óssea pós-craniectomia descompressiva.

Benefícios: a impressão 3D confere mais precisão, qualidade e agilidade na produção, além de diminuir o custo de fabricação e o tempo cirúrgico.

Orientações sobre aplicabilidade clínica

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